A Fundação SOS Mata Atlântica recebeu na manhã desta sexta-feira (24/08), as organizações Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Instituto Alana e Todos pela Educação para falar sobre “Como a sociedade civil pode influenciar as propostas dos candidatos nas eleições?”. O encontro fez parte da Virada Sustentável, que acontece de 23 a 26 de agosto, em São Paulo.
Durante o encontro, as organizações apresentaram suas propostas para as eleições 2018. Pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, David Marques, coordenador de projetos da organização, destacou a parceria realizada com o Instituto Igarapé e o Instituto Sou da Paz para a realização da “Agenda Segurança Pública é Solução”. Pelo Instituto Alana, Pedro Hartung, coordenador do programa Prioridade Absoluta, falou sobre o trabalho de advocacy da organização pela infância. Rodolfo Araújo, diretor de Mobilização do Todos pela Educação, falou sobre a iniciativa Educação Já, realizada com uma equipe de especialistas da academia e da administração pública. Abaixo mais detalhes sobre as propostas.
Muito comentado pelos debatedores foi a necessidade de união e trabalho conjunto entre os movimentos da sociedade civil, mesmo que de diferentes áreas, trazendo maior densidade política para impactar diretamente nas políticas públicas do Brasil.
“Foi muito interessante ouvir as propostas de outras áreas de atuação. Foi possível ver a sinergia entre as agendas. As questões ambientais, por exemplo, podem impactar diretamente a saúde, educação e outros temas. Se pensarmos que 70% das doenças que causam internações pelo SUS têm origem em problemas causas pela contaminação da água, já temos um exemplo”, destacou Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, que apresentou a carta Desenvolvimento para Sempre.

Para David Marques, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as organizações da sociedade civil têm um grande potencial de entrada pela quantidade de informações e estatísticas que geram. “Se falarmos de segurança pública, por exemplo, hoje o principal dado gerado pelo Brasil vem da sociedade civil e não do governo. Nosso caminho agora não é só apresentar diagnósticos, mas também soluções para os desafios”, destacou ele.
O que foi de comum acordo entre todos os debatedores é a importância de levar os temas socioambientais também aos candidatos ao Legislativo. “Precisamos focar nossas ações não só nos presidenciáveis, mas no Congresso Nacional, até pela relação desgastada entre o Executivo e o Legislativo. Quem tem tocado a banda é o Congresso Nacional”, afirmou Pedro Hartung, do Instituto Alana.
“É na região dele que um deputado teme a mobilização social, não em Brasília, onde ele se esconde atrás de seu partido. Por isso, é fundamental a ação local da sociedade”, afirmou Mario Mantovani, da SOS Mata Atlântica.
“Uma solução para essa atuação local também passa pelo cidadão. As pessoas precisam fazer as perguntas certas aos candidatos e não apenas exigências”, destacou Rodolfo Araújo, do Todos pela Educação.
“Nossa missão é engajar e inspirar a sociedade na defesa da Mata Atlântica e, desde 1989, a Fundação desenvolve plataformas ambientais para candidatos às eleições, buscando comprometimento deles com a pauta ambiental como agenda prioritária para o país. E para nós foi muito importante receber esses parceiros para um diálogo com o objetivo de fortalecer nossa atuação em benefício de toda a sociedade”, reforçou Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica.
Veja os principais pontos das plataformas de cada entidade:
Todos pela Educação: Professores, carreira e formação; alfabetização; primeira infância; base nacional comum curricular; novo ensino médio; governança e financiamento. Mais informações em: https://www.todospelaeducacao.org.br/pag/iniciativa-educacao-ja.
Instituto Alana: violência contra crianças e adolescentes; emenda constitucional 95/2016 e o teto dos gastos públicos; e primeira infância. Mais informações em: https://alana.org.br/project/prioridade-absoluta/.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública: Sistema eficiente para gerir a segurança pública; Estruturas estatais coercitivas e regulatórias para enfrentar o crime organizado; efetividade e eficiência do trabalho policial; reestruturação do sistema prisional; programas de prevenção da violência; reorientação da política de drogas e regulação e o controle das armas de fogo. Mais informações em http://www.forumseguranca.org.br/publicacoes/agenda-seguranca-publica-e-solucao/.
SOS Mata Atlântica: Mata Atlântica; Valorização de Parques e Reservas; Água Limpa; e Proteção do Mar. Mais informações em: https://www.sosma.org.br/wp-content/uploads/2018/06/SOSMA_Plataforma-Eleicoes2018.pdf.
Fonte: SOSMA